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A nova onda de automação e suas consequências

Escrito por master.

AutomaçãoComo as máquinas poderão substituir seres humanos também no setor de serviços. Os enormes riscos de desigualdade e desumanização. As saídas — entre elas, a renda universal independente de trabalho

Por Martin Khor | Tradução: Inês Castilho
http://outraspalavras.net/

No ano passado, a Uber começou a testar carros sem motorista, com seres humanos no interior para fazer correções no caso de alguma coisa dar errado. Se os testes forem bem, a Uber irá, ao que tudo indica, substituir seu exército atual de motoristas por uma frota dos novos carros.

Alguns carros já podem estacionar automaticamente. Será uma questão de tempo até que a Uber, táxis e veículos individuais sejam suficientemente inteligentes para nos levar de A a B sem que tenhamos de fazer nada? E o que acontecerá aos empregos com essa aplicação da “inteligência artificial”, em que máquinas têm funções cognitivas humanas construídas em seu interior? Estima-se que, somente nos EUA, 4 a 5 milhões motoristas de caminhões e táxis poderiam ficar desempregados.
O veículo sem motorista é apenas um exemplo da revolução tecnológica que deverá transformar drasticamente o mundo do trabalho e o modo de vida das populações. É preocupante que a marcha da automação, ligada à tecnologia digital, venha a causar o deslocamento de muitas fábricas e escritórios e, ao fim, provocar desemprego em massa.

A pobreza prejudica gravemente o cérebro desde o nascimento

Escrito por master.

Cérebro

Os efeitos nocivos da pobreza para as capacidades cognitivas e emocionais foram descritos a partir dos anos 1950 por pesquisadores de vários campos.

Pascale Santi e Sandrine Cabut, Le Monde
http://www.cartamaior.com.br/

Em estudos científicos e relatórios internacionais, não restam dúvidas: as crianças são as principais vítimas da pobreza e seus cérebros estão em perigo. Nos países em desenvolvimento, há 385 milhões crianças crescendo em situação de "extrema pobreza" (definida por uma renda abaixo de 1,90 dólar por pessoa e por dia em um domicílio), segundo análise recente da Unicef %u20Be do Banco Mundial.

Universidade em ritmo de barbárie

Escrito por master.

UniversidadeSe no lugar onde a palavra deve ser o princípio fundamental do poder, praticamos a violência gratuita, o que esperar para o nosso funcionamento social? Tudo se passa como se no momento em que as classes menos favorecidas chegam à universidade, é hora de fechá-la transformando-a em outra coisa.

Por Christian Ingo Lenz Dunker.
https://blogdaboitempo.com.br/

O título do livro de José Arthur Giannotti publicado em 1986 continua válido e atual, mas o ritmo liberal que animava os problemas naqueles tempos evoluiu para uma espécie tecno-pop neoliberal e a barbárie desta vez não vem de fora, mas de dentro dos próprios muros da universidade. A recente aprovação pelo Conselho Universitário, órgão máximo de gestão da USP, de medidas que restringem o gasto com funcionários e a contratação de professores durante os próximos cinco anos é o marco desses novos tempos.

A privatização do dinheiro, silenciosa e radical

Escrito por master.

DinheiroBancos, cartões de crédito e Estados querem substituir todo o dinheiro público por moeda digital, corporativa. Se isso ocorrer, haverá muito mais desigualdade, discriminação e vigilância

Por Brett Scott | Tradução: Inês Castilho e Antonio Martins
http://outraspalavras.net/

Recentemente me vi encarando uma máquina de venda num corredor tranquilo da Universidade de Tecnologia Delft, na Holanda. Estava ali para fazer uma exposição na conferência “Reiventar o Dinheiro”, mas, sofrendo de jetlag e exaustão, fui à procura de uma Coca-Cola. A máquina tinha uma pequena interface digital construída por uma empresa holandesa denominada Payter. Nela estava impressa um aviso: “Apenas pagamento sem contato”. Introduzi meu cartão bancário, mas, ao invés de receber uma Coca, recebi a mensagem: “Cartão inválido”. Nem todos os cartões são iguais, ainda que você consiga ter um – e nem todo mundo consegue.

Preservar o interesse geral contra as empresas... E contra o Estado a defesa dos bens comuns, uma bandeira agregadora para a Esquerda?

Escrito por master.

Espaço PúblicoRenascida nos anos 1980, a noção de “comuns” ou “bens comuns” conhece uma popularidade crescente entre militantes de esquerda. Quer trate do fornecimento de água potável ou de softwares livres, a gestão coletiva afronta o mito de que a privatização garante eficiência. Mas seus partidários desconfiam também do Estado, a quem atribuem um papel circunscrito

por: Sébastien Broca
diplomatique.org.br/
Crédito da Imagem: Sandra Javera


No dia 11 de janeiro de 2016, o secretário do Partido Comunista Francês, Pierre Laurent, apresentava seus votos pelo novo ano que começava e descrevia “a sociedade que queremos”: “Um novo modelo de desenvolvimento no qual o social e a ecologia se conjuguem pelo ser humano e pelo planeta, por uma sociedade do bem viver e do bem comum”. “Bem comum”? Do outro lado do tabuleiro político, o dirigente do Movimento pela França, Philippe de Villiers, refere-se ao mesmo conceito, mas para justificar o recuo do Estado para o qual trabalha: “O Estado não existe mais como fornecedor do bem comum. Ele não tem nenhum direito sobre nós”.1