Banner Página Inicial

Divulgação

  • Divulgação3
  • Divulgação2
  • Divulgação

Neoliberalismo, ordem contestada

Escrito por master.

PSistema sofre pressão inédita – da esquerda e da direita – mas resiste, apoiando-se no medo. Por que o populismo retrógrado ainda é mais forte. Como mudar o jogo

Por Perry Anderson, no Le Monde Diplomatique | Tradução: Antonio Martins
http://outraspalavras.net/

O termo “movimentos anti-sistêmicos” era comumente usado, há 25 anos1, para caracterizar forças de esquerda, em revolta contra o capitalismo. Hoje, ele não perdeu relevãncia no Ocidente, mas seu sentido mudou. Os movimentos de revolta que se multiplicaram na última década não se rebelam mais contra o capitalismo, mas contra o neoliberalismo – os fluxos financeiros desregulados, os serviços privatizados e a desigualdade social crescente, uma variante específica do domínio do capital adotada na Europa e América desde aos anos 1980. A ordem econômica e política resultante foi aceita indistintamente por governos de centro-direita e centro-esqueda, de acordo com o princípio central do pensamento único e do dito de Margareth Thatcher, segundo o qual “não há aloternativa”. Dois tipos de movimento agora mobilizam-se contra este sistema; e a ordem estabelecida estigmatiza-os – sejam de direita ou de esquerda – como a “ameaça populista”.

Sobre efemérides, mulheres e amores

Escrito por master.

Anarquista“Se me deixares viver, não cessarei de clamar por vingança”, disse Louise Michel há quase 150 anos, aos juízes que haviam mandado fuzilar seus companheiros da Comuna

Por Nuno Ramos de Almeida
http://outraspalavras.net/

Tenho muitas vezes uma história dentro da cabeça a que um dia gostaria de dar papel. É o relato sobre alguém devotado a uma causa e a um grupo de pessoas que acaba por ser vítima de quem deseja ajudar a libertar, perdendo-se na voragem de uma violência, aparentemente irracional, que expressa uma outra forma de opressão, pela gente que supostamente são os seus. Isto pode-se passar em cenários dramáticos, como numa guerra, ou até numa casa de militantes em que os dois combatem pela emancipação social, mas a mulher não deixa de ser subjugada e até agredida pelo seu companheiro.

Os “Intelectuais” Homologados

Escrito por master.

HomologadoVillas, Pondés e afins são produtos de uma época sombria. Nunca criticam estruturas. Diluem, em favor da rapidez e do simplismo, o tempo e esforço exigidos pelo trabalho do pensamento

Por Fran Alavina
http://outraspalavras.net/

Não é de hoje que os intelectuais passaram a exercer uma função midiática para além das antigas aparições públicas, nas quais a fala do acadêmico se apresentava como um diferenciador no âmbito do debate público. Entre a tagarelice das opiniões de pouca solidez, porém repetidas como se certezas fossem, a figura do conhecedor, do estudioso, ou mesmo do especialista surgia como um tipo de freio às vulgarizações e distorções do cotidiano. Não que isso representasse uma alta consideração e respeito da mídia hegemônica em relação ao conhecimento acadêmico, uma vez que a fala do intelectual ao se inserir em um debate cujas regras lhes são alheias facilitava a distorção de suas falas, todavia mantinha-se a diferença explícita entre o conhecimento e a simples informação.

Hierarquia de opressão: sobre o lugar da luta

Escrito por master.

Cult1Marcia Tiburi
https://revistacult.uol.com.br/

Se o debate é bom para o diálogo e o avanço da luta, o mesmo não se pode dizer da disputa interna que pode enfraquecê-la

Audre Lorde, uma das mais instigantes pensadoras do feminismo negro, afirmou em um texto importantíssimo que não há hierarquia de opressão. A luta contra a opressão deve ser de todos. E se é de todos ninguém deve ser apagado nessa luta.

A própria ideia de luta implicaria a de solidariedade contra a opressão.

Atualmente, no entanto, acontece algo curioso. É como se as lutas tivessem entrado em conflito no momento em que cada um parece tratar a a opressão sob a qual padece como se ela fosse a única e esquecesse, de algum modo, a opressão do outro. Nesse momento, podemos nos perguntar, mesmo que soe indelicado: quem esquece a opressão, não se torna ele mesmo um opressor? Vale a provocação em um momento no qual é preciso pensar melhor sobre certas filigranas políticas decisivas para a lógica da luta.

A História da Revolução de Fevereiro

Escrito por master.

CzarAs trabalhadoras russas entraram em greve no Dia Internacional da Mulher em 1917, e acabaram derrubando o regime tsarista.

Por Kevin Murphy.
https://blogdaboitempo.com.br/

Não foi coincidência que a greve mais importante da história mundial tenha começado com mulheres do setor têxtil em Petrogrado no Dia Internacional da Mulher de 1917 – 23 de fevereiro no antigo calendário juliano. Trabalhando treze horas diárias enquanto seus maridos e filhos estavam no front, essas mulheres estavam fadadas a uma vida monótona e imutável, provendo suas famílias e esperando numa fila, durante horas, num frio abaixo de zero graus, na esperança de conseguir um pão. Assim, como afirma Tsuyoshi Hasegawa em seu sólido estudo acerca da Revolução de Fevereiro, “nenhuma propaganda foi necessária para incitar essas mulheres a agir”.