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Religião, ética, moral

Escrito por master.

FielLUIZ RUFFATO
https://brasil.elpais.com/

A religião deveria ser ensinada em casa, pelos pais, e praticada no seio das comunidades confessionais. Nas escolas públicas, deveria prevalecer a discussão de princípios éticos

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de autorizar o ensino religiosovinculado a uma crença específica em escolas públicas é mais um indício de que caminhamos velozmente para trás. O Brasil é um Estado laico e, portanto, deveria incentivar o diálogo entre as mais diferentes confissões, no intuito de formar cidadãos tolerantes com as opiniões divergentes. Optando pelo ensino doutrinário de uma religião exclusivista, afundamos ainda mais no pântano do sectarismo em que estamos estacionados.

EDUCAÇÃO - “Os alunos que não competem têm melhor saúde mental”, diz educador

Escrito por master.

DJPioneiro da aprendizagem cooperativa David Johnson esclarece por que escolas deveriam adotar esse modelo

ANA TORRES MENÁRGUEZ
https://brasil.elpais.com/

Nos anos sessenta David Johnson (Indiana, 1940) e seu irmão Roger começaram uma cruzada contra a aprendizagem competitiva e individualista que imperava nas escolas dos Estados Unidos. Seu objetivo era romper com a crença de que somente os mais aptos sobrevivem e demonstrar que a aprendizagem cooperativa era a chave para o aluno se enquadrar na sociedade, encontrar um emprego no futuro e saber superar a ansiedade. Fundaram o Centro de Aprendizagem Cooperativa da Universidade de Minnesota e desde então publicaram mais de 100 pesquisas e formaram mais de um milhão de professores de diferentes partes do mundo. Hoje têm unidades de formação na China, Japão, Noruega e Espanha, onde se ensina uma metodologia desenvolvida por eles e assentada em cinco pilares.

UM JORNALISMO VIL E FROUXO - Como entrevistar Adolf Hitler?

Escrito por master.

HitlerA história da mídia tem seus mitos. O do grande repórter pronto a desafiar os poderosos ocupa nela um lugar de destaque. A realidade, porém, se mostra menos romântica, principalmente quando nos debruçamos sobre os anos 1930. As condições nas quais Adolf Hitler foi entrevistado por dez vezes pelos enviados especiais franceses antes da guerra expõem o grau de servilismo de um certo jornalismo

Por: Dominique Pinsolle
diplomatique.org.br/
Crédito da Imagem: Aroeira e Luis Brasilino

Até segunda ordem, Hitler não quer dar entrevistas na presença de jornalistas franceses, o que se explica pela atitude da França em relação à Alemanha.” Essa comunicação de inadmissibilidade enviada em março de 1932 pelo secretário do chefe nazista a um enésimo solicitante não permitia réplica. Se o banimento da imprensa francesa se flexibilizou após a chegada de Adolf Hitler ao poder, em 30 de janeiro de 1933, a hostilidade do chanceler não desapareceu nem imediata nem totalmente. Mas os candidatos rejeitados se mostraram tenazes e por vezes muito insistentes. A jornalista Paule Herfort tentou assim por duas vezes, em 1933 e em 1935, obter uma entrevista para o L’Intransigeant; em vão. Em 1937, ela enviou uma carta à embaixada da Alemanha: “Quero deixar claro que a entrevista que estou solicitando seria submetida ao chanceler após ser escrita, para aprovação, e seria publicada em seguida, sem demora. As perguntas seriam aquelas que o chanceler quisesse, não importa quais fossem, ou seja, desejo publicar apenas aquilo que pode interessar à sua política. […] Sinalizo que tenho muita simpatia pela nova Alemanha, assim como pela jovem Itália, e que os senhores encontrarão em mim uma estrangeira bastante compreensiva e simpática à sua causa. Aliás, até hoje só tenho escrito coisas favoráveis em relação ao racismo, pois sou antissemita por natureza”. Esse currículo não foi suficiente. Herfort implorou uma última vez ao assessor de imprensa da embaixada: “O senhor sabe que trago sorte e que, por essa razão, os soldados italianos da campanha da Etiópia me apelidaram a Mascote dos Exércitos do Sul!”. Mas Hitler permaneceu inacessível.

Dinheiro para um novo mundo

Escrito por master.

Dinheiro1Texto de Bernard Lietaer e Stephen Belgin.
http://piseagrama.org/
Moedas sociais desenhadas por DoDesign Brasil.

O dinheiro é uma das mais poderosas criações humanas. Para ilustrar por que falhamos em entendê-lo e em fazer melhor uso dele, propomos um absurdo ficcional, um lugar alegórico chamado Hammerville (em português Vila do Martelo). O nome dessa vila derivava de uma estranheza peculiar que a distinguiu das outras comunidades do seu tempo. Para praticamente todas as atividades imagináveis – cortar, pintar, limpar, encanar, construir, demolir, arar, plantar, colher – os trabalhadores de Hammerville usavam quase que exclusivamente uma ferramenta: o martelo. Ele era o principal objeto também no Lançamento de Martelos e no Boliche de Martelos, dentre outros esportes populares. Era parte vital das celebrações culturais e símbolo icônico do orgulho dos moradores.

100 ANOS DA REVOLUÇÃO RUSSA - Stálin e Hitler: irmãos gêmeos ou inimigos mortais?

Escrito por master.

Rússia1Em contraste com a recorrente interpretação que, à luz da categoria de “totalitarismo”, equipara o nazismo e o bolchevismo – e especificamente Hitler e Stálin –, este artigo pretende demonstrar que os líderes do nazismo alemão e da União Soviética tinham posições políticas antagônicas. Hitler parece estar muito mais próximo da política de Winston Churchill. Acima de tudo, este ensaio se concentra no conceito de colonialismo: em seu interior, as diferenças entre Hitler e Stálin tornam-se óbvias. A guerra de Hitler foi uma guerra colonial, de base racial, bastante semelhante à política de conquistas dos Estados Unidos. A União Soviética de Stálin se opôs de forma vigorosa e bem-sucedida a essa guerra. Ou seja: Stálin e Hitler não são irmãos gêmeos, e sim inimigos mortais

Por: Domenico Losurdo
diplomatique.org.br/
Crédito da Imagem: Cartazes russos para a Segunda Guerra Mundial

1. Acontecimentos históricos e categorias teóricas

Na atualidade, com base na categoria de “totalitarismo” (a ditadura terrorista do partido único e o culto ao líder), Stálin e Hitler são considerados as máximas encarnações desse flagelo, dois monstros com características tão semelhantes a ponto de parecer gêmeos. Não por acaso – argumenta-se –, ambos se uniram por quase dois anos em um pacto perverso. Se é verdade que a esse pacto se seguiu uma guerra impiedosa entre eles, não importa – essa guerra foi conduzida por irmãos gêmeos, a despeito da violência do conflito.