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A CIVILIZAÇÃO DO TOMATE - A história do capitalismo contada pelo ketchup

Escrito por master.

TomateA força de um sistema econômico agarra-se à sua capacidade de participar dos menores detalhes da existência e, em particular, de nossos pratos. Uma banal lata de extrato de tomate contém, assim, dois séculos de história do capitalismo. Jean-Baptiste Malet apresenta aqui uma pesquisa feita nos quatro continentes: uma geopolítica da junk food


Por: Jean-Baptiste Mallet
diplomatique.org.br/


No coração do Vale de Sacramento, na Califórnia, no salão de um restaurante decorado com ursos e cobras empalhadas, um homem morde seu hambúrguer diante de um frasco de ketchup. Chris Rufer, proprietário da Morning Star Company, é o rei mundial da indústria do tomate. Com apenas três fábricas, as maiores do mundo, sua empresa produz 12% de todo o extrato de tomate consumido no planeta.

Como as federações empresariais se articularam pelo impeachment

Escrito por master.

Pato1Pública checou a atuação de dez federações estaduais pelo afastamento de Dilma; metade delas participou oficialmente dos movimento pró-impeachment

Alice Maciel
http://www.cartamaior.com.br/

Empresários de todos os cantos do país desembarcaram em Brasília nos meses de março e abril com uma missão definida: visitar deputados de seus estados e convencê-los a votar pela abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Eles se espalharam discretamente pelos corredores do Congresso em busca de votos, principalmente os dos parlamentares indecisos. E, na avaliação dos representantes dos empresários, o lobby, liderado pelos sindicatos patronais, surtiu efeito.

“Foi uma viagem muito produtiva não só pelos resultados como pela mobilização em si. Fizemos um trabalho de corpo a corpo com os parlamentares paranaenses e chegamos a ir à casa de um deles, que estava indeciso”, relatou Elaine Rodrigues de Paula Reis, diretora do Sindicato das Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado do Paraná (Sinqfar). Ela integrou a comitiva da Fiep, formada por 50 lideranças empresariais, à capital federal no dia 17 de abril, quando a votação na Câmara abriu caminho para o processo de impeachment. De acordo com o presidente da Fiep, Edson Campagnolo, pelo menos seis votos foram revertidos “graças à mobilização da população e ao trabalho dos empresários”.

Ensino de História em Portugal perpetua mito do 'bom colonizador' e banaliza escravidão, diz pesquisadora

Escrito por master.

Escravidão1Luis Barrucho - @luisbarrucho
Da BBC Brasil em Londres
http://www.bbc.com/

"De igual modo, em virtude dos descobrimentos, movimentaram-se povos para outros continentes (sobretudo europeus e escravos africanos)."
É dessa forma - "como se os negros tivessem optado por emigrar em vez de terem sido levados à força" - que o colonialismo ainda é ensinado em Portugal.
Quem critica é a portuguesa Marta Araújo, investigadora principal do Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra.
De setembro de 2008 a fevereiro de 2012, ela coordenou uma minuciosa pesquisa ao fim da qual concluiu que os livros didáticos do país "escondem o racismo no colonialismo português e naturalizam a escravatura".
Além disso, segundo Araújo, "persiste até hoje a visão romântica de que cumprimos uma missão civilizatória, ou seja, de que fomos bons colonizadores, mais benevolentes do que outros povos europeus".
"A escravatura não ocupa mais de duas ou três páginas nesses livros, sendo tratada de forma vaga e superficial. Também propagam ideias tortuosas. Por exemplo, quando falam sobre as consequências da escravatura, o único país a ganhar maior destaque é o Brasil e mesmo assim para falar sobre a miscigenação", explica.

Refugiados, um bom negócio

Escrito por master.

RefugiadosOs desastres humanitários não são catastróficos para todos. Escritórios de auditoria, vendedores de cartões de débito ou grandes fabricantes de móveis: assim que um campo é aberto, empresas correm em direção a uma “indústria da ajuda”, cujo volume anual ultrapassa 25 bilhões de euros

Por: Nicolas Autherman
diplomatique.org.br/

Como em todos os salões internacionais, os estandes estão cobertos de cartazes com cores vivas, fotografias atraentes e recepcionistas bem vestidas. Homens elegantes de terno trocam ostensivamente seus cartões de visita. Entre os displays, grandes maquetes de contêineres com design impecável; cidades em miniatura nas quais reinam a ordem e a limpeza. “Posso lhe enviar todas as informações a respeito de nossos campos. Mineiros, petrolíferos, militares ou de refugiados: como quiser”, anuncia orgulhosamente Clara Labarta, representante da empresa de logística espanhola Arpa, a um homem que se diz simplesmente enviado de um “governo africano”. Atrás de seu estande, uma grande fotografia de um campo de base que reúne diversos tipos de barracas e helicópteros. “Trabalhamos sobretudo como fornecedores de equipamentos militares para o Ministério da Defesa espanhol, mas estamos aqui para entender o mercado humanitário. É um mercado muito complexo, com todo tipo de agência”, prossegue.

Uma estrela chamada Clarice Lispector

Escrito por master.

ClariceApelidada na França de “princesa da língua portuguesa”, Clarice Lispector escrevia como se pudesse salvar a vida de uma pessoa e aproximá-la da beleza silenciosa do mundo. Grande figura da literatura brasileira, por muito tempo permaneceu desconhecida na França. A recente publicação de suas cartas deve contribuir para sua difusão

Por: Sébastien Lapaque
diplomatique.org.br/
Crédito da Imagem: Sandra Javera

Comecemos pelo fim. Dois volumes de correspondências publicados no Brasil, ambos traduzidos entre 2015 e 2016 para o francês,1 permitiram aos admiradores de Clarice Lispector se aproximar intimamente da romancista intangível nascida Chaya Pinkhasovna Lispector, no dia 10 de dezembro de 1920, em Tchetchelnik, Ucrânia. Desembarcada no Nordeste brasileiro aos 2 anos de idade com seus pais para fugir da guerra civil, ela morreu no dia 9 de dezembro de 1977, no Rio de Janeiro. Na França, onde foi descoberta em 1954,2 as quinze obras de ficção publicadas a partir de 1978 pelas edições Des Femmes/Antoinette Fouque não foram capazes de provocar tal familiaridade com essa artista cuja obra evoca Franz Kafka pela angústia e Virginia Woolf pelo refinamento – e a personalidade de algumas das mais misteriosas estrelas da literatura universal, como Katherine Mansfield, Catherine Pozzi, Victoria Ocampo, Simone Weil e Sylvia Plath. O sorriso de “meia satisfação” – como ela descreve o de uma personagem – estampado em suas fotografias guardam intacto seu segredo. Desde Perto do coração selvagem, seu primeiro romance, aos 23 anos, até A hora da estrela, póstumo, cada um de seus livros parece ter sido escrito para construir um muro protetor entre ela e o mundo. Alguns julgaram hermético esse monumento de sensações sutis. A artista se defende, afirmando que ela era tão simples como Bach…