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O valor da palavra

Escrito por master.

NazismoPETER PELBART
http://www.paginab.com.br/

Durante a ascenção do nazismo Viktor Klemperer anotou minuciosamente em seu diário as inflexões que via aparecerem no discurso à sua volta. E insistiu no seguinte: o nazismo não inventou um léxico novo, mas foi alterando o valor das palavras e sua frequência. A partir de elementos tóxicos, minúsculas doses de arsênico que cada um engolia sem perceber, como a reiteração valorativa da palavra heroísmo ou combatividade ou povo ou fanático, a língua como um todo é arrastada na direção de uma invocação sentimental e de uma nova moral.[1]

Cada discurso do Führer, por mais histérico e convulsivo que fosse, era tanto mais histórico quanto mais estivesse ambientado numa cena calculada, a arena ou estádio, as bandeirolas e os símbolos, a multidão, os ecos da multidão tendo um efeito talvez maior que as próprias palavras, numa espécie de arte de obra total, que agia pelos sentidos, pela fascinação, amplificada nos filmes ou na rádio, nos alto-falantes espalhados pelas usinas e ruas.

Do “Fascismo Democrático” a um novo Comunismo?

Escrito por master.

AlternativasOcidente parece dividido entre a aristocracia financeira e os gângsters. É preciso reconstruir a ideia de alternativa, ou não haverá mais Política. Mas quais os caminhos?

Por Alain Badiou | Tradução: Revista Punkto | Imagem: Eric Drooker (cena da animação Howl)
http://outraspalavras.net/

1.

Começo como uma visão geral, não da situação atual dos Estados Unidos, mas do mundo de hoje. Penso que o ponto mais importante por onde devemos começar é a vitória histórica do capitalismo globalizado. Devemo-nos confrontar com esse fato. De alguma maneira, desde os anos 80 do século passado até hoje, temos a vitória histórica do capitalismo globalizado. E isso por muitas razões. Primeiro, naturalmente, o fracasso completo dos Estados socialistas – Rússia, China – e da visão coletiva da economia e das leis sociais. E este não é um ponto desprezável. Porque essa é uma mudança que acontece não apenas ao nível da situação objetiva do mundo atual, mas também, ao nível da subjetividade. Durante mais de dois séculos (até à década de oitenta do século passado) existiram na opinião pública dois modos de conceber o destino histórico dos homens (a um nível geral e a um nível subjetivo).

O capitalismo é incompatível com a sobrevivência do planeta

Escrito por master.

CapitalismoPor Jean-Jacques Régibier
Do L' Humanité
Tradução de Clarisse Meireles
https://www.carosamigos.com.br/

As más notícias sobre o aquecimento global e a degradação ambiental se acumulam a um ritmo alarmante desde o início do verão (no hemisfério norte) como uma avalanche de estudos científicos que levam ao mesmo diagnóstico: se medidas drásticas não forem tomadas muito rapidamente em escala global, parte do planeta corre o risco de se tornar inabitável em um curto espaço de tempo. Alguns estudos afirmam que já é tarde demais para uma correção de rota.

Amostra não exaustiva dessas crônicas de verão de uma catástrofe planetária anunciada:

Os EUA apelam à Antropologia de Guerra

Escrito por master.

GuerraExame da Iniciativa Minerva: o Pentágono mobiliza cientistas para tentar neutralizar a contra-insurgência. Entre os focos, América Latina e indígenas. O aplauso de um general brasileiro

Gilberto López y Rivas entrevistado por María Fernando Barreto | Tradução: Ricardo Cavalcanti-Schiel
http://outraspalavras.net/

Em fevereiro de 2013, o reconhecido antropólogo Marshall Sahlins renunciou à sua cadeira na Academia Nacional de Ciências (NAS) dos Estados Unidos, e um dos motivos era seu protesto contra a instrumentalização, pelos interesses das Forças Armadas norte-americanas, das pesquisas em ciências sociais fomentadas por aquela eminente instituição.

Solucionado um enigma matemático de 3.700 anos

Escrito por master.

MatemáticaEstudo propõe um novo significado para a ‘Pedra de Roseta’ da matemática da antiga Babilônia

NUÑO DOMÍNGUEZ
https://brasil.elpais.com/

A análise de um texto babilônico escrito em barro há mais de 3.700 anos pode ter resolvido um dos enigmas mais antigos da matemática.

Dois pesquisadores australianos acabam de publicar os resultados de seu estudo da Plimpton 322, uma tábua de escrita cuneiforme que data de 1.800 antes de Cristo e provém da antiga cidade de Larsa, no sul do atual Iraque. O texto contém séries de números ordenados em quinze linhas e quatro colunas. Acredita-se que sejam ternas pitagóricas, séries de três números que indicam os comprimentos dos três lados de triângulos retângulos.