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O lugar da Rússia e da guerra na nova estratégia global dos EUA

Escrito por master.

GuerraTrata-se de um tipo de guerra que não envolve bombardeios, nem o uso da força, porque seu objetivo é a destruição da vontade política do adversário

José Luís Fiori
http://www.cartamaior.com.br/

A polarização da sociedade americana, e a luta fratricida de suas elites, neste início do século XXI devem prosseguir e aumentar sua intensidade nos próximos anos, mas não devem alterar a direção, nem a velocidade do crescimento do poder militar global, dos Estados Unidos. Este tipo de divisão e luta interna, não é um fenômeno novo ou excepcional - se repetiu em vários momentos do Século XX - toda vez em que foi necessário responder a grandes desafios e tomar decisões cruciais no plano internacional.

CHUVA DE PETRODÓLARES - A temível influência saudita nos EUA

Escrito por master.

SauditasMornas durante o mandato de Barack Obama, as relações entre Arábia Saudita e Estados Unidos voltaram a esquentar com a ascensão de Donald Trump. Uma evolução surpreendente quando lembramos a virulência deste contra a monarquia wahabita antes das eleições, mas compreensível se considerarmos a eficiência do lobby pró-saudita norte-americano

Por: Daniel Lazare
diplomatique.org.br/
Crédito da Imagem: Mello

A Arábia Saudita teve motivos para receber com inquietação a vitória de Donald Trump em novembro de 2016. Afinal, sua velha amiga Hillary Clinton não economizava elogios ao reino, que ela apresentava como uma força de paz e estabilidade, enquanto seu adversário republicano havia anos só falava horrores a respeito dele. Depois dos atentados de setembro de 2001, Trump acusou Riad de ser “o maior financiador de fundos mundial do terrorismo”: a monarquia petrolífera, escreveu ele, utiliza “nossos petrodólares – o dinheiro nosso – para financiar os terroristas que buscam destruir nosso povo enquanto os sauditas contam conosco para protegê-los”.1 Durante a campanha eleitoral, ele ameaçou bloquear as importações de petróleo saudita se o reino não intensificasse sua luta contra a Organização do Estado Islâmico (OEI).

O neocolonialismo e a possibilidade de desintegração territorial brasileira

Escrito por master.

Brasilpor Roberto Bitencourt da Silva
http://jornalggn.com.br/

O sentido do golpe

A sociedade brasileira está submetida a uma condição abjeta: imoralidade desavergonhada de oligarquias políticas; um golpismo vende pátria despudorado que, ofendendo a consciência democrática e nacional do Povo Brasileiro, rasga a Constituição, despreza a soberania do voto popular e aliena o patrimônio público.

Sem qualquer respeito à chamada “opinião pública”, seja ela traduzida por voto, seja por sondagens de conjuntura ou por mobilizações populares de rua ou em rede. O entreguista deputado Rodrigo Maia (DEM) há meses esclareceu a coisa: “Não podemos aceitar que a Câmara se transforme em cartório carimbador de opiniões de partes da sociedade”. Absoluto enclausuramento institucional e político. Findo o fiapo de democracia.

O valor da palavra

Escrito por master.

NazismoPETER PELBART
http://www.paginab.com.br/

Durante a ascenção do nazismo Viktor Klemperer anotou minuciosamente em seu diário as inflexões que via aparecerem no discurso à sua volta. E insistiu no seguinte: o nazismo não inventou um léxico novo, mas foi alterando o valor das palavras e sua frequência. A partir de elementos tóxicos, minúsculas doses de arsênico que cada um engolia sem perceber, como a reiteração valorativa da palavra heroísmo ou combatividade ou povo ou fanático, a língua como um todo é arrastada na direção de uma invocação sentimental e de uma nova moral.[1]

Cada discurso do Führer, por mais histérico e convulsivo que fosse, era tanto mais histórico quanto mais estivesse ambientado numa cena calculada, a arena ou estádio, as bandeirolas e os símbolos, a multidão, os ecos da multidão tendo um efeito talvez maior que as próprias palavras, numa espécie de arte de obra total, que agia pelos sentidos, pela fascinação, amplificada nos filmes ou na rádio, nos alto-falantes espalhados pelas usinas e ruas.

Do “Fascismo Democrático” a um novo Comunismo?

Escrito por master.

AlternativasOcidente parece dividido entre a aristocracia financeira e os gângsters. É preciso reconstruir a ideia de alternativa, ou não haverá mais Política. Mas quais os caminhos?

Por Alain Badiou | Tradução: Revista Punkto | Imagem: Eric Drooker (cena da animação Howl)
http://outraspalavras.net/

1.

Começo como uma visão geral, não da situação atual dos Estados Unidos, mas do mundo de hoje. Penso que o ponto mais importante por onde devemos começar é a vitória histórica do capitalismo globalizado. Devemo-nos confrontar com esse fato. De alguma maneira, desde os anos 80 do século passado até hoje, temos a vitória histórica do capitalismo globalizado. E isso por muitas razões. Primeiro, naturalmente, o fracasso completo dos Estados socialistas – Rússia, China – e da visão coletiva da economia e das leis sociais. E este não é um ponto desprezável. Porque essa é uma mudança que acontece não apenas ao nível da situação objetiva do mundo atual, mas também, ao nível da subjetividade. Durante mais de dois séculos (até à década de oitenta do século passado) existiram na opinião pública dois modos de conceber o destino histórico dos homens (a um nível geral e a um nível subjetivo).