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Ira, desatino e pulha vincam nossos jornalistas de futebol

Escrito por master.

CraquesOmar dos Santos*

Já escrevi aqui sobre o tema futebol, pois um assunto que meche com a alma do brasileiro como ele meche, merece estar em qualquer pauta a qualquer tempo. Em tempos de copa do mundo então... é quase impossível não falar desta paixão, que para muitos, chega às raias do irracional.

Com este texto proponho ao leitor uma reflexão sobre a postura dos jornalistas brasileiros em face o futebol nacional. Para isto o inicio, fazendo uma analogia de uma máxima que foi muito utilizada nos tempos em que outro tipo de jornalista, “os críticos literários” eram os donos da bola. Nesse tempo, o povo dizia: “Crítico literário é um escritor que não deu certo e se especializou em falar mal de obras alheias”. Hoje ainda encontramos essa espécie de artista frustrado neste “mercadão” da mídia. Pois bem, estou absolutamente convencido de que os jornalistas de futebol brasileiros, e é sempre importante ressalvar as raríssimas e honrosas exceções, apoderaram-se dessa prorrogativa dos críticos literários.

Quem é mesmo o analfabeto?

Escrito por master.

Lula e EsquivelOmar dos Santos*

Recebi, pelo celular, uma dessas mensagens que frequentemente a “nova classe de analistas político e econômico, surgida na esteira do crescimento da internet e especializada em falar mal do Brasil e dos brasileiros que discordam de suas “palavras de sabedoria”, bebidas nas fontes dos inúmeros doutores e mestres das cátedras da Society Net University, – em estrangeiro para ficar mais chique – mensagem que aqui irei narrar. A referida mostra o mapa do mundo com a notação do número de ganhadores do Prêmio Nobel distribuídos por cada país que já fez jus a tal honraria.

Abaixo do mapa há um texto que explicita a ideia central da mensagem, concluindo, de forma lacônica, o seguinte ensinamento:

“Um povo que vota num analfabeto para Presidente da República não pode ganhar o Prêmio Nobel”.

Como me tornei um marxista errático

Escrito por master.

YVYanis Varoufakis
http://brasildebate.com.br/
Tradução: Gustavo Noronha

Em 2008, o capitalismo teve o seu segundo espasmo global. A crise financeira deu início a uma reação em cadeia que empurrou a Europa numa espiral depressiva que continua até hoje. A situação atual da Europa não é apenas uma ameaça aos trabalhadores, aos despossuídos, aos banqueiros, às classes sociais ou, até mesmo, às nações. Não, a postura atual da Europa constitui uma ameça à civilização como nós conhecemos.

Se meu prognóstico está correto, e não estamos diante de apenas outra crise cíclica a ser superada em breve, a questão que se levanta para os radicais é a seguinte: devemos receber a crise do capitalismo europeu como uma oportunidade de substituí-lo por um sistema melhor? Ou devemos estar suficientemente preocupados com ela ao ponto de embarcarmos numa campanha para estabilizar o capitalismo europeu?

A lição da crise da paralisação dos caminhoneiros

Escrito por master.

Sonegar impostoOmar dos Santos*

A crise de abastecimento de combustível que estamos vivenciando, crise causada pela reação dos caminhoneiros à verdadeira rapinagem a que os brasileiros, todos nós, estamos sendo submetidos pelo governo golpista, ilegítimo e desacreditado que invadiu o Planalto, está mostrando, de forma clara e oportuna, o caráter usurpador que marca a elite empresarial brasileira.

Existe um ditado popular muito conhecido entre nós brasileiros que diz: “A oportunidade é que faz o ladrão”. Mas para a grande maioria dos empresários brasileiros, este ditado pode muito bem ser ligeiramente alterado: “Não é a oportunidade que faz o ladrão, mas ela revela o larápio que está dissimulado na maioria dos empresários”.

Dirão alguns que estou exagerando. Que “os pobres empresários do Brasil” vivem sufocados por um Estado pesado e perdulário. Que são eles quem proveem o país de empregos, víveres, remédios, bens de consumo etc. Será? Só para instigar o debate vamos relembrar algumas informações a cerca do tema.

Abolição da escravidão em 1888 foi votada pela elite evitando a reforma agrária, diz historiador

Escrito por master.

Escravidão1Amanda Rossi
Da BBC Brasil em São Paulo
http://www.bbc.com/portuguese/brasil

Em 13 de maio de 1888, há 130 anos, o Senado do Império do Brasil aprovava uma das leis mais importantes da história brasileira, a Lei Áurea, que extinguiu a escravidão. Não era apenas a liberdade que estava em jogo, diz o historiador Luiz Felipe de Alencastro, um dos maiores pesquisadores da escravidão no Brasil. Outro tema na mesa era a reforma agrária.

O debate sobre a repartição das terras nacionais havia sido proposto pelo abolicionista André Rebouças, engenheiro negro de grande prestígio. Sua ideia era criar um imposto sobre fazendas improdutivas e distribuir as terras para ex-escravos. O político Joaquim Nabuco, também abolicionista, apoiou a ideia. Já fazendeiros, republicanos e mesmo abolicionistas mais moderados ficaram em polvorosa.

"A maior parte do movimento republicano fechou com os latifundiários para não mexer na propriedade rural", diz Alencastro. Foi aí que veio a aprovação da Lei Áurea, sem nenhuma compensação ou alternativa para os libertos se inserirem no novo Brasil livre. "No final, a ideia de reforma agrária capotou".