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Dominação financeira, o caminho ao caos

Escrito por master.

Massacre na CoreiaA semanas de lançar novo livro, Ladislau Dowbor sustenta: foi o controle exercido pelos bancos sobre orçamento público e o das famílias que provocou crise do lulismo e espiral do golpe

Por Ladislau Dowbor | Imagem: Pablo Picasso, Massacre na Coreia, 1951
http://outraspalavras.net/

O modelo brasileiro de desenvolvimento da última década ia bem obrigado. Um conjunto de programas econômicos e sociais, como a elevação do salário mínimo, ampliação das aposentadorias, transferências para as famílias mais pobres, expansão da educação e dos serviços de saúde, amplos investimentos em infraestruturas e outros programas ampliaram a demanda para as empresas, o que por sua vez, além de gerar produtos, gerou mais de 10 milhões de empregos formais, ampliando ainda mais a demanda – levando ao chamado “círculo virtuoso” de crescimento: dinamizou-se a economia, ao mesmo tempo que se respondia às necessidades reais da população, priorizando quem mais precisa. E como uma economia mais dinâmica gera mais recursos públicos, foi possível equilibrar o financiamento do conjunto, inclusive as políticas sociais e redistributivas.

Brasil, crise e saída não-ortodoxa

Escrito por master.

CambalhotaMoysés Pinto Neto provoca: “Vivemos um momento extraordinário. Tudo está em aberto. A decomposição do instituído é nossa grande oportunidade”

Por Moysés Pinto Neto | Imagem: Alice Kohler, Brincando no Xingu
http://outraspalavras.net/

A década passada foi inegavelmente um grande momento para o Brasil. O bolo cresceu e foi distribuído também aos pobres, promovendo um deslocamento na estrutura de classes brasileira e uma reconquista da autoestima nacional. O que hoje é regra, a depreciação do Brasil, tinha virado cafonice. Nosso país tornava-se um dos projetos de futuro mundial, invertendo a equação colonizada de que deveríamos copiar tudo do Norte. Durante a crise de 2008, víamos as economias de lá despencarem enquanto vivíamos nosso melhor momento, podendo até tripudiar a crise chamando-a de “marolinha”. Por todo o mundo, o Brasil era visto como potencial modelo porque combinava uma nova estabilidade institucional, conquistada pela Constituição de 1988 e transição serena entre tucanos e petistas, estabilidade econômica, com responsabilidade fiscal, controle da inflação e crescimento, e um caldeirão sociocultural e ambiental ainda inexplorado, mas cheio de vitalidade.

Crônica da demolição - ou da destruição

Escrito por master.

DemolirFilme descortina vasta negociata da época, e vai além da demolição do Palácio Monroe, batizado em homenagem a um presidente dos Estados Unidos!

Léa Maria Aarão Reis
http://www.cartamaior.com.br/

O excelente documentário do carioca Eduardo Ades, Crônica da demolição, em cartaz, é mais uma ação levantando uma ponta do véu que encobre as vergonhas da aliança capital e política no Brasil. Através de um episódio emblemático, do passado – a demolição do Palácio Monroe, o ex-Senado Federal - em 1976, é desvelado um pouco do que se passava e se passa ainda hoje, de realidade, na governança do país. E a arrogância, a empáfia e o cinismo da plutocracia brasileira.

História da Guerra da Coreia

Escrito por master.

GC1por Eric Struch
http://resistir.info/

Revelações da Comissão da Verdade e Reconciliação

História da Guerra da Coreia
– Os EUA e a Coreia do Sul executaram massacres de civis

Segundo conta grande parte dos manuais de história, a guerra da Coreia teria começado com a invasão do Sul, em 25 de junho de 1950, pelo Norte comunista. Os EUA, amantes da liberdade, teriam então vindo em auxílio da democrática República da Coreia (RK) ameaçada. A realidade foi muito diferente.

Não só a RK era um regime ditatorial fascista como um fantoche dos EUA, Syngman Rhee, fez o primeiro movimento, preparou-o com mais de um ano de antecedência. Esta preparação incluía usar organizações paramilitares fascistas e o exército regular para ataques transfronteiriços contra povoados do Norte a fim de testar as defesas da República Popular Democrática da Coreia (RPDC).

Desigualdade e Justiça – Entrevista com José Murilo de Carvalho / Poderes Desequilibrados, Democracia Frágil

Escrito por master.

jmcO historiador, membro da Academia Brasileira de Letras e professor da Universidade Federal de Minas Gerais, José Murilo de Carvalho, analisa atuação do Ministério Público e da Polícia Federal contra a corrupção, o desequilíbrio entre Executivo, Legislativo e Judiciário, e a desigualdade social como entrave à democracia

por: Guilherme Henrique
http://diplomatique.org.br/

A atuação do Ministério Público, da Polícia Federal e do sistema Judiciário, ainda que elogiada pelo combate à corrupção e pelo conceito republicano de bom uso do dinheiro público, podem contribuir para o enfraquecimento da representação política através das eleições. A avaliação é de José Murilo de Carvalho, historiador, membro da Academia Brasileira de Letras e professor da Universidade Federal de Minas Gerais. Segundo José Murilo, a situação exige atenção, também pelo desequilíbrio existente entre Executivo, Legislativo e Judiciário. “A PF, o MP e o Judiciário têm mostrado nos últimos movimentos que estão visando gregos e troianos, o que legitima sua atuação. Dessa crise toda, têm resultado dois pontos positivos para a República: o silêncio dos militares e o avanço na democratização da justiça. A situação não é sem risco. O inédito protagonismo do Poder Judiciário coloca em questão a representação via eleições e o equilíbrio entre os poderes”, avalia o historiador.