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Artigo

Karl Marx e O Capital: O detetive que queria decifrar a suprema intriga

Escrito por master Ligado . Publicado em ARTIGOS

MarxO livro não era fácil. Nem para os filósofos, que tinham que mergulhar na economia, nem para os economistas, que tinham que sofrer a crítica à sua submissão ideológica e demais conceitos filosóficos, nem muito menos para os leigos, inocentes de todas essas deambulações. Artigo de Francisco Louçã

Por Francisco Louçã, Esquerda.net
https://www.cartamaior.com.br/

Diz-se que o frio varria o cemitério de Highgate, em Londres, naquele 17 de março de 1883, quando onze pessoas se despediram de Karl Marx, que morrera subitamente três dias antes, na sua cadeira de balouço, tinha 65 anos. Estavam Friedrich Engels, o velho amigo com quem partilhara mais de quarenta anos de aventuras intelectuais e políticas, a suas filhas Laura e Eleanor, os seus genros, Longuet e Lafargue, Wilhelm Liebknecht, fundador da social-democracia alemã, dois veteranos da antiga Liga dos Comunistas e ainda dois destacados cientistas da Academia Real, o químico Schorlemmer e um discípulo de Darwin politicamente conservador, o zoologista Lankester, eram tão poucos.

EUA: o declínio de uma diplomacia arrogante

Escrito por master Ligado . Publicado em ARTIGOS

ArroganteNovo ataque à Síria nada mudará, no essencial: Veja como o governo Trump destroi alianças de décadas e acelera a erosão do poder geopolítico, econômico e militar de Washington

Por Alfred W. McCoy, no TomDispatch | Tradução: Mariana Carioni, do Círculo de Tradutores Voluntários de Outras Palavras

Enquanto 2017 acabava com os bilionários norte-americanos torrando os cortes de impostos e executivos do setor de petróleo comemorando acesso irrestrito a terras federais, bem como águas costeiras, um setor da elite americana não bebeu do espumante comemorativo: o corpo de especialistas em política externa de Washington. De diferentes pontos do espectro político, muitos sentiram um profundo mau pressentimento pelo futuro global do país sob a presidência de Donald Trump.

Acerca da escassez de alimentos

Escrito por master Ligado . Publicado em ARTIGOS

Alimentospor Prabhat Patnaik [*]
http://resistir.info/

A teoria económica ortodoxa foi durante muito tempo assombrada pela perspectiva de que o crescimento da produção de cereais na economia mundial não seria suficientemente elevado para sustentar o crescimento da população mundial. Malthus foi um dos primeiros expoentes deste temor. Keynes também subscreveu a visão de que se os países pobres não assegurassem de alguma forma que o crescimento da sua população fosse controlado, haveria uma escassez de alimentos na economia mundial e a pobreza crescente seria um sintoma disso.

Esta visão, é claro, era o produto de uma disposição intelectual que via a pobreza como consequência da procriação excessiva, ao invés de qualquer arranjo social. Isto foi explicitamente declarado por Malthus. E a economia política clássica, influenciada pela teoria malthusiana da população, avançou o argumento de que os salários dos trabalhadores permaneciam ligados a um nível de subsistência devido à sua propensão a procriar rapidamente no momento em que excedia o nível de subsistência. Marx, naturalmente, rejeitou esta posição com desprezo. Ele considerou a teoria malthusiana da população, na qual se baseava, como "uma calúnia à raça humana".

A ausência é a forma mais poderosa de presença

Escrito por master Ligado . Publicado em ARTIGOS

Lula presenteGUSTAVO CONDE
https://www.brasil247.com/

Depois de tantas vezes que escrevi sobre Lula, tantas vezes que deixei a emoção tomar conta do meu texto, tantas vezes que fui buscar no âmago da história uma cifra, um sentimento, um fato, uma cor que desse a dimensão deste agente máximo da democracia, depois de tantos textos, esperanças, chamamentos, alertas, celebrações, relatos e contenções narrativas para controlar o ímpeto ou o ceticismo, no eterno jogo das acelerações e desacelerações que gerencia nossa percepção de mundo, vejo-me diante do impasse de testemunhar o momento fatídico de uma prisão criada para alimentar os desígnios fascistas do prolongamento do golpe de estado que parasita o nosso sistema político.

Não é fácil escrever diante de mais uma ruptura social em flagrante desacordo com o ordenamento jurídico. Ontem, o Brasil parou. Ontem, o Brasil deixou sua habitual indiferença de lado e mergulhou no espírito daquele que encarna a síntese de sua história, na personagem principal de todo e qualquer roteiro que se possa redigir a partir de todo insumo social desta terra. O Brasil entrou em vigília e está em modo de vigília. Uma vigília diferente, uma vigília de um povo inteiro, uma vigilia que pode demarcar, afinal, a nossa alvorada como nação interrompida, sufocada pelo próprio esplendor de seu berço escravocrata.

Facebook e extrema direita: somos cúmplices?

Escrito por master Ligado . Publicado em ARTIGOS

FacebookEmpresas privadas invadem nossa privacidade para manipular nossas escolhas políticas. Ainda assim, permanecemos em tal rede. Por quê? Até quando?

Por Eduardo Febbro | Tradução: Inês Castilho
https://outraspalavras.net/

A crise da maior rede social do planeta é um ato de justiça que a humanidade merece. O oportunismo delirante dos responsáveis pelo Facebook, o revitalizado projeto político da direita radical e a cumplicidade alucinante dos usuários configuraram um dos roubos e violações mais desastrosas da história. O Facebook e as outras empresas do ramo roubaram uma ideia maravilhosa — a internet – com o único objetivo de ampliar a dominação liberal do mundo.

Trabalhadores e Pobres na Marca do Pênalti.

Escrito por master Ligado . Publicado em ARTIGOS

Poderes públicosUma Avaliação do Desempenho Político dos Poderes no Brasil Após a Independência de 1822.

Luiz Basílio Rossi(1)

Por que continuamos submissos e dependentes dos Estados Unidos há aproximadamente 100 anos; continuamos na periferia do sistema político e econômico mundial, como nação dependente; continuamos um país semicolonial, cuja pauta econômica está baseada principalmente na exportação de produtos primários commodities não em produtos industrializados com alto valor agregado; permanecem no dia-a-dia dos brasileiros os atentados contra a mulher; mantemos a educação pública com baixa qualidade; aprovamos legislação em educação que remete ao início do século XIX, como a “Escola Sem Partido”, iniciativa das bancadas religiosas fundamentalistas e conservadoras do Congresso Nacional; incentivamos a privatização da educação pública e não a melhoria de sua qualidade, visto que ela carrega valor universal; mantemos a saúde pública destinada à população pobre em estado deplorável; temos uma polícia de baixa qualidade operacional, recebendo baixos salários e recorrendo, com frequência, à ação repressiva e não preventiva; necessitamos da intervenção das forças armadas para resolver problemas sociais, como é o caso do Rio de Janeiro no momento, quando sua missão constitucional é a defesa do território; apresentamos índices de alta violência contra a população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e travestis) como assassinatos e falsos tratamentos, como o “Cura Gay”; continua existindo depredação dos templos afros e agressões físicas e morais a membros de outras igrejas a seus dirigentes e simpatizantes; destinamos às populações pobres conteúdos da TV comercial de baixa qualidade como filmes norte-americanos, programas de auditório e novelas; acontecem os golpes de estado das forças armadas desde a proclamação da República em 1889, rompendo a ordem democrática.