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Artigo

A História nunca imita a ficção

Escrito por master Ligado . Publicado em ARTIGOS

TrumpEsqueça o acaso. Trump ainda governa porque parte das elites norte-americanas quer encobrir, com superioridade militar, a decadência geopolítica e econômica de um império em fim de linha

Por Nuno Ramos de Almeida
http://outraspalavras.net/

Há a ideia de que, muitas vezes, a realidade suplanta a ficção, como se os aspectos mais delirantes dos romances mais fantásticos fossem, por vezes, ultrapassados por momentos de ruptura no normal cinzento dos dias.

Na maior parte das vezes, as páginas de ficção apenas avisam, em cima da hora, para o que pode acontecer. É o caso do livro de Sinclair Lewis It Can’t Happen Here (Não vai acontecer aqui), de 1935, que discute, dois anos depois da ascensão de Hitler ao poder na Alemanha, a possibilidade de um candidato populista e fascista vencer umas eleições nos EUA. A obra foi recentemente considerada uma espécie de antecipação histórica de Donald Trump, sublinhando-se as parecenças entre o Twitter solto do atual inquilino da Casa Branca e o protagonista presidencial do livro, Berzelius Windrip, que na convenção que o elege candidato proclama que os norte-americanos “são a mais grandiosa Raça da face da Terra”, como quem diz, “make America great again”.

Distopia aqui — e agora

Escrito por master Ligado . Publicado em ARTIGOS

ArgelinosO planeta divide-se em duas zonas: uma “civilizada”, onde há um modo de vida a preservar, e outra selvagem, habitada por criaturas que podem ser abatidas para seu próprio bem

Por Nuno Ramos de Almeida
http://outraspalavras.net/

Antes dos comentários nas redes sociais, era o silêncio. Agora, os párias deste mundo são mortos várias vezes: são mortos quando as balas explodem neles e são mortos quando as hordas dos comentadores das redes sociais, instalados nos sofás das nossas cidades “Je Suis”, garantem que “se lhes aconteceu alguma coisa é porque alguma coisa de mal estavam fazendo”. Vamos do silêncio para o barulho, garantindo sempre o mesmo grau de indiferença ideológica, para que o massacre se faça sem grandes contestações. Conto quatro histórias: a primeira passou-se há duas gerações, durante as quais toda a memória foi apagada; uma é filha da guerra sem fim ao terrorismo; as últimas duas acontecem aqui em Portugal. Todas elas remetem para um fato. Nos nossos países ditos civilizados, os únicos humanos somos nós, os burgueses, brancos e que vivemos no meio das cidades. Todo o resto são seres subnormais que não são iguais a nós e cuja morte tem apenas, no máximo, um segundo de atenção e uma eternidade de indiferença.

Stiglitz: por que é preciso negar as patentes

Escrito por master Ligado . Publicado em ARTIGOS

PatentesUm Nobel de Economia explica: imposto a pretexto de estimular a ciência, sistema de “propriedade intelectual” favoreceu apenas as grandes corporações. Em favor da pesquisa, há alternativas

Por Joseph Stiglitz, Dean Baker e Arjun Jayadev, em Project Syndicate | Tradução: Maurício Ayer
http://outraspalavras.net/

Quando o governo sul-africano tentou modificar as leis nacionais em 1997 para beneficiar-se de preços acessíveis dos medicamentos genéricos para o tratamento de HIV/AIDS, toda a força legal da indústria farmacêutica global centrou carga no país, atrasando a implementação e impondo um custo humano. A África do Sul, por fim, venceu a disputa, mas o governo aprendeu sua lição: não tentou novamente tomar nas mãos a saúde e o bem-estar de seus cidadãos em desafio ao regime convencional global de propriedade intelectual (PI).

Marxismo e Ecologia, reencontro necessário

Escrito por master Ligado . Publicado em ARTIGOS

Karl MarxpngDivorciados no século 20, precisam voltar. Do contrário, não será possível superar nem o velho desenvolvimentismo, nem a mediocridade do “capitalismo verde”

Por Eduardo Mancuso | Imagem: Pablo Picasso, O Abraço (1900)
http://outraspalavras.net/

Nós só conhecemos uma ciência, a ciência da história.
A história pode ser vista por dois lados: ela pode ser dividida
em história da natureza e história do homem.
Os dois lados, porém, não devem ser vistos como entidades independentes.
Desde que o homem existe, a natureza e o homem
influenciam-se mutuamente
Karl Marx e Friedrich Engels, A ideologia alemã[1]

O homem vive da natureza, isto é, a natureza é o seu corpo,
e ele precisa manter um diálogo continuado para não morrer.
Dizer que a vida física e mental do homem
está vinculada à natureza significa simplesmente
que a natureza está vinculada a si mesma,
pois o homem é parte da natureza
Karl Marx, Manuscritos econômicos e filosóficos[2]

O trabalho é o pai da riqueza material… e a terra é a mãe
Karl Marx, O Capital[3]

Carta de Marx a Stuart - Sobre a natureza do Estado

Escrito por master Ligado . Publicado em ARTIGOS

KMpor César Príncipe
http://resistir.info/

JSM, [1] delineaste um compromisso histórico entre a liberdade individual, as demandas públicas e de género e o despotismo-martelo caldeu. A validação do desenho de bom governo ficou dependente das expectativas e práticas da classe dominante e carece de aval de assalariados e desempregados e da massa informe de desclassificados, bem como de pequenos burgueses aliciáveis com apanha-migalhas-cabo de prata. Nesta complexa teia e tensa correlação-competição, a burguesia não pode dilatar e disfarçar infinita e indefinidamente os seus interesses e os seus procedimentos e as suas alianças (nacionais, regionais, intercontinentais). Seja pela ditadura de classe, seja pela democracia de classe. O Estado burguês, não obstante o recurso à concentração da violência e ao manejo da psicologia social, é intrinsecamente precário como a eterna nobreza que a fraterna burguesia apeou, guilhotinou, desapossou ou desposou em segundas e terceiras núpcias. Elizabeth II simboliza a consanguinidade e a conjugalidade da nobiliarquia-burguesia com pretensões perenes: cinge a coroa desde 1953. E almeja manter (pelo menos até 2020) as AFD. [2] Como Chefe da Igreja Anglicana terá concertado a data com o Criador do Céu e da Terra e dos Windsor. Deus é uma excepção e abre excepções. O reinado médio da rainha das abelhas é de 2-3 anos. E o himenóptero justifica o trono com folhas de serviços e mapas de produção: exerce o governo da colmeia e põe 2.000 ovos por dia. Quantos contrapõe a Apídea da Commonwealth? JSM, gostaria que abordasses estas pertinências ou impertinências com a ponderada Harriet. [3] Em século e meio (provavelmente) já fizeram o balanço da abolição da escravatura (processo inacabado), da crise dos anos trinta (recidivante), das duas guerras mundiais rem grossos volumes e da terceira em fascículos, das campanhas de alfabetização e qualificação do tecnocapitalismo, das mundializações fabris, tecnológicas e informatacionais, da descolonização e do neocolonialismo, da dissolução do campo socializador europeu e do predomínio do capital financeiro sobre a iniciativa industrial, mercantil, agrária e piscatória e – questão fulcral da manutenção do Poder a qualquer custo – da prevalência da manu militari e da justiça unilateral-extraterritorial sobre a perseverança negociadora e a equanimidade das nações. Além deste intróito, aproveito para vos expor a tese sobre a OEBFD. [4] Espero que tenham empreendido a transição do liberalismo utilitarista-oitocentista para o socialismo de quinta geração-século XXI. Bastará reparar na retórica fraudulenta e no rasto sanguinário e rapinário do neoliberalismo (séc. XX-XXI) para se constatar onde desaguaram os virtuosos ou desvirtuados arquétipos do liberalismo (séc. XIX). Haja autocrítica, temeridade, militância e constância: a civilização, mesmo com atraso e muitas vítimas e muitas vacilações e muitas deserções e muitas decepções, vai desbravando caminho. O capitalismo arranja mil problemas por cada cem que resolve. Nos 150 anos da edição do primeiro volume de Das Kapital, [5] decidi reabrir um debate: Marx – de profundis. [6] Saudações do proletariado e do proletarianet. (Correspondência Highgate - Avignon). [7]

“O novo Palácio de Inverno são os Bancos Centrais”

Escrito por master Ligado . Publicado em ARTIGOS

AN1Para Toni Negri, já surgem os movimentos que reverterão a onda conservadora. Mas é preciso sacudir os programas e métodos da esquerda no século 20 — e abraçar a Renda Universal

Entrevista a Roberto Ciccarelli, em Il Manifesto | Tradução: Inês Castilho | Imagem: Stelios Faitakis
http://outraspalavras.net/

Quando nos sentamos ao redor da grande mesa de seu apartamento em Paris, Antonio Negri, aos 84, traz nas mãos um monte de anotações, olhar tenso e ar exigente. Está impaciente com a gripe que o atormenta desde que voltou de viagem ao Brasil, onde lançou seus livro Negri no Trópico e As Verdades Nômades.

“Não estou conseguindo trabalhar como gostaria”, diz ele, autor, com Michael Hardt, de uma tetralogia sobre as mutações do capitalismo, composta por Império, Multidão, Bem Comum e Assembly [este, ainda sem tradução para o português]. Filósofo de renome internacional, está agora trabalhando na segunda parte de sua autobiografia. O título da primeira parte é revelador: Storia di un comunista (História de um comunista).