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Zygmunt Bauman e a previdência social

Escrito por master.

BaumanA crise dos sistemas carcerários, as epidemias e a corrupção na política têm, para o sociólogo, semente na destruição dos sistemas de seguridade social

JORGE FÉLIX
http://www.paginab.com.br/

A morte de Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, surpreendeu por sua imensa força viral no ambiente das redes sociais. No entanto, como destacado por rara parte da imprensa, o pensamento de Bauman pode ser vítima de sua própria teoria marcada pelo conceito do “líquido” nas relações sociais da sociedade contemporânea. Para ele, o capitalismo dos nossos dias, mais do que “flexível”, é forjador de uma incapacidade brutal de cristalizar laços sociais no que quer que seja. No que diz respeito ao conhecimento, na “modernidade líquida” é difícil as pessoas adquirirem um entendimento profundo sobre um tema. Toda a busca de conhecimento passa a ser funcional e torna-se superficial. Foi assim com sua obra também. O conceito do “líquido” ganhou as rodas de conversas em universidades, bares, festas e poucos passaram dos títulos dos inúmeros livros do autor.

Fundos abutre: a plutocracia contra o povo

Escrito por master.

AbutresO povo dos países pobres se mata trabalhando para financiar o desenvolvimento dos países ricos. O Sul financia o Norte, e especialmente, as classes dominantes

Por Jean Ziegler
https://www.cartamaior.com.br/

As pessoas nos países pobres se matam trabalhando para financiar o desenvolvimento dos países ricos. O Sul financia o Norte, e especialmente as classes dominantes dos países do Norte. O meio de dominação mais poderoso atualmente é a dívida. Warren Buffet, considerado pela revista estadunidense Forbes um dos homens mais ricos do mundo, declarou há alguns anos à CNN que “tudo bem, existe uma guerra de classes, mas é a minha classe a que a criou e a controla e a que ganhando”.

O preâmbulo da Carta das Nações Unidas começa com estas palavras: “nós, o povo das Nações Unidas”. Portanto, é da ONU a tarefa de proteger e garantir os interesses coletivos dos povos e o bem-estar universal – e mais precisamente dos Estados aliados que assinaram essa carta no dia 20 de junho de 1945, em San Francisco. Mas, atualmente, esses interesses estão sendo atacados impiedosamente pela classe dos plutocratas, a dos Warren Buffet. Tiraram dos Estados sua capacidade normativa e sua eficácia.

Escolhas na era do terror

Escrito por master.

Loucos"É preciso mobilizar o maior e mais amplo público internacional possível a fim de criminalizar diretamente qualquer falatório sobre o uso de dispositivos nucleares e outras armas de destruição em massa. Líderes e Estados que sequer considerem isso devem ser tratados como párias, como monstros obscenos sub-humanos."

Por Slavoj Žižek.
https://blogdaboitempo.com.br/

Desde sua estreia em Berlin em 2015, a peça Terror, de Ferdinand von Schirach vem se tornando o mais novo hit global, com centenas de montagens em todo o mundo e provocando uma interminável enxurrada de debates éticos na mídia de massas. Trata-se de um drama jurídico que narra o julgamento contra um piloto de caça alemão que derrubou um avião da Lufthansa que havia sido sequestrado por um terrorista. O avião se deslocava rumo a um estádio lotado com 70.000 pessoas (que assistiam a uma partida entre Alemanha e Inglaterra) e a decisão pragmática do piloto de caça, Lars Koch, foi a de quebrar a lei constitucional e terminar com a vida das 164 pessoas a bordo do avião sequestrado, a fim de evitar que o terrorista matasse um número muito maior de pessoas se tivesse chegado ao estádio. No final da peça, a plateia deve votar: culpado ou inocente? Cada espectador recebe um pequeno apetrecho com dois botões – 1 (culpado) ou 2 (inocente) – e os espectadores proferem seu veredito… Como era de se esperar, a maioria (ao menos nos teatros ocidentais) proclama a inocência de Koch.

As mulheres de 1917

Escrito por master.

MulheresDe acordo com numerosos historiadores, aquelas mulheres que se manifestavam para exigir pão desencadearam, sem saber, a tempestade que acabou com o czarismo

Por Megan Trudell
https://www.cartamaior.com.br/

No dia 8 de março de 1917, as trabalhadoras da planta têxtil do bairro de Vyborg, em Petrogrado, se declararam em greve, abandonaram a fábrica e foram de oficina em oficina convocando centenas de pessoas, para aumentar a adesão ao movimento, e logo teriam que se enfrentar violentamente contra a política e o Exército. Pouco qualificadas, mal pagas, obrigadas a cumprir jornadas de 12 ou 13 horas em ambiente sujo ou insalubre, aquelas mulheres demandavam solidariedade e pediam que os homens a apoiassem em sua luta, especialmente os que eram trabalhadores qualificados, como os metalúrgicos, considerados os mais politicamente influentes entre a mão de obra da cidade. As manifestantes lançavam paus, pedras e bolas de neve contra janelas, e forçando a entrada nos centros de trabalho, exigindo ademais o fim da guerra e retorno dos homens da frente de batalha.

Em nome da lei americana...

Escrito por master.

ImperialismoPor Jean-Michel Quatrepoint - Le Monde Diplomatique

cartamaior.com.br/

“Estamos diante de um painel de legislações norte-americanas extremamente complexo, com uma intenção precisa, que é utilizar o direito para fins de imperium econômico e político para obter vantagens econômicas e estratégicas.” Em 5 de outubro de 2016, o deputado republicano Pierre Lellouche não mediu palavras diante das comissões de Relações Exteriores e das Finanças da Assembleia Nacional, em Paris. Ele apresentou ali o relatório da missão de informação sobre a extraterritorialidade do direito norte-americano.1, cuja leitura “dá frio na espinha”, segundo os termos do deputado socialista Christophe Premat.

Duas multas colossais infligidas em 2014 ao BNP Paribas (US$ 8,9 bilhões) e à Alstom (US$ 772 milhões) foram necessárias para que os dirigentes e a mídia franceses tomassem consciência da vontade dos Estados Unidos de impor seu modelo jurídico e suas leis aos outros países, mesmo que fossem seus aliados mais próximos.